Plano da acção

PLANO DA AcÇÃO (2018-2022)

 

É preciso conjugar a "lógica da procura" (definida pelos professores e pelas escolas) com a "lógica da oferta" (definida pelas instituições de formação), não esquecendo nunca que a formação é indissociável dos projectos profissionais e organizacionais. António Nóvoa.

 

A afirmação da Escola como inclusiva, isto é, como espaço e tempo educativo e formativo que garante a todos equidade no acesso a uma educação qualidade, exige que as escolas se afirmem como locus de desenvolvimento profissional e pessoal, possibilitando aos professores e outros agentes educativos formação adequada, contribuindo para o sucesso académico e social de todos os alunos, bem como para a melhoria das escolas. Torna-se premente desenvolver com e nas escolas projetos formativos inclusivos, isto é, que valorizem conhecimentos apropriados e competências desenvolvidas pelos professores e outros agentes educativos, reconhecendo-os e rentabilizando-os. Urge que a todos seja dado voz, diversificando e adequando os processos formativos às características, interesses e necessidades das escolas associadas, propiciando aos professores e outros agentes educativos a apropriação de conhecimentos e o desenvolvimento de competências que facilitem o desenvolvimento profissional e pessoal destes agentes educativos, bem como a melhoria das aprendizagens dos alunos e da escola no seu todo. Assim, é importante enquadrar os processos formativos dos professores e de outros agentes educativos numa cultura formativa colaborativa, reflexiva, crítica e participativa, diagnosticando necessidades, desenvolvendo, acompanhando, avaliando e monitorizando processos e resultados, afirmando, enfim, as escolas e os professores e outros agentes educativos como elementos-chave dos processos formativos conducentes à melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem, bem como das aprendizagens dos alunos e das escolas.

É em contexto de inclusividade e de aprendizagem ao longo da vida que desenhamos este projeto de intervenção, visando abranger diferentes contextos de formação, promovendo a qualidade e a eficácia da formação. Pretende-se levar a cabo processos formativos diversificados e de qualidade que facilitem aos professores e outros agentes educativos das escolas associadas o aprofundamento da formação já apropriada, bem como apropriar outra que lhes é necessária para responder aos desafios profissionais e pessoais subjacentes à sua praxis profissional. Pretende-se, fazer emergir cenários de formação que reconheçam e valorizem a partilha de boas práticas, de experiencias profissionais, assim como de conhecimentos e de competências, atualizando uns e desenvolvendo outros. 
Configurado pelo diálogo, pela colaboração e pela diversificação, este projeto de intervenção pretende reconhecer e valorizar a qualidade, a criatividade e a inovação, desenvolvendo processos formativos dialógicos, holísticos e colaborativos, articulando-os com projetos de formação nacionais e transnacionais, de pessoal docente e não docente, fazendo emergir círculos mais amplos de aprendizagem/formação, promovendo a participação e a interação com a investigação educacional, estabelecendo transições entre as práticas e a investigação e entre esta e aquelas, bem como o diálogo institucional, levando ao desenvolvimento de parcerias múltiplas com universidades, institutos e outros estabelecimentos de ensino relevantes na formação/investigação educacional, facilitando a articulação e a transição entre ação-educação-investigação-inovação-ação.

As parcerias com empresas, com autarquias, com organizações profissionais e culturais, bem como com organizações não-governamentais e outras instituições com papel relevante na formação dos professores e de outros agentes educativos assumem papel relevante no design e efetivação deste projeto de intervenção, envolvendo a tutela, mas também elementos da sociedade civil e outros agentes sociais e educativos de reconhecido mérito na área da formação inicial e contínua.

Porque as exigências de qualificação da formação prestada aos professores e outros agentes educativos exige o desenvolvimento de processos formativos prospetivos que possibilitem um acompanhamento contínuo e continuado, que se pretende seja participado, dialógico, coordenado e articulado, este projeto de intervenção é configurado e configurador de processos de coordenação e de gestão dos processos desenvolvidos, nas vertentes pedagógicas, financeira e administrativa, levando à imprescindível articulação entre os vários participantes nos processos de conceção, de desenvolvimento, de monotorização e de avaliação que subjazem os processos de formação, valorizando o diálogo e a colaboração, a partilha e a reflexibilidade, elementos-chave no sucesso de um projeto que se quer de todos e para todos.

 

Joaquim Melro
Diretor do Centro de Formação de Escolas António Sérgio

Lisboa, janeiro de 2014

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